Nascida em Vendas Novas, a 11 de Maio, Ana Mafalda constrói o seu percurso artístico a partir de uma relação precoce, instintiva e profundamente imaginativa com o desenho. Desde a infância, qualquer objecto se tornava instrumento de criação: um pau e um pedaço de terra eram suficientes para desenhar. Em casa, enquanto a mãe recebia visitas, ocupava o tempo a desenhar as pessoas, observando gestos, expressões e presenças — um exercício espontâneo de olhar e de síntese que marca de forma indelével a sua linguagem futura. O seu percurso desenvolve-se, assim, de forma autodidata, guiado por uma necessidade interior de criação.
A adolescência introduz um primeiro eixo estruturante da sua linguagem visual: o cavalo, presença constante desde os 14 anos, símbolo de força, liberdade e movimento. Pouco depois, entre os 15 e os 25 anos, o contacto intenso com o universo tauromáquico acrescenta tensão, confronto e energia ao seu imaginário, elementos que permanecem latentes na sua obra enquanto memória corporal e simbólica.
Entre 1993 e 1996, frequenta ateliers particulares, aprofundando técnicas de desenho e pintura, seguindo-se uma segunda fase formativa entre 1996 e 1997, onde consolida a pintura a óleo como meio de eleição. Estas etapas não anulam o seu carácter autodidata, antes o ampliam, permitindo-lhe estruturar tecnicamente uma expressão já enraizada na experiência directa e na observação intuitiva do mundo.
A par do percurso artístico, desenvolve um trajecto pessoal onde a fé assume um lugar central desde os 25 anos. Fé e arte coexistem como duas paixões distintas, vividas em planos diferentes: a espiritualidade estrutura a sua vida interior, mas não se manifesta como temática ou discurso na sua obra artística, que se mantém autónoma, livre e centrada na experiência humana, no corpo e na emoção.
Até 2008, foi proprietária de uma loja de roupa, acessórios e calçado, mantendo sempre uma relação sensível com a estética e a forma. Nesse ano, a mudança para Lagameças marca uma viragem pessoal, reconfigurando ritmos, prioridades e tempos de criação.
Frequentou aulas de pintura em ateliers particulares, destacando-se a formação com a pintora Rosário Bandeira e com o saudoso Mestre Camol d'Évora, referências importantes na consolidação técnica da sua prática. Participou em diversas exposições colectivas de âmbito institucional e regional, integrando projectos que afirmam a sua presença no panorama artístico nacional.
Entre 2010 e 2012, e novamente entre 2020 e 2022, dedicou-se ao ensino artístico, ministrando aulas particulares, conciliando a criação com uma forte dedicação à família — dimensão estruturante da sua vida pessoal.
A sua produção organiza-se em ciclos pictóricos, desenvolvidos sobretudo em pintura a óleo: Arte no Caos (2013), Mira(2020–2021), Consciência (2021), Bailarina (2021), Coragem (2022), Virgem (2023) e Elisa (2024). Estes conjuntos revelam uma obra marcada pela intensidade do gesto, pela presença do corpo, pelo movimento e pela tensão entre contenção e força expressiva.
Em 2026, com os filhos já adultos e independentes, Ana Mafalda inicia uma nova fase do seu percurso artístico. Este momento representa um regresso consciente e assumido à criação, agora sustentado por tempo, maturidade e disponibilidade interior. A artista aposta num futuro onde pode finalmente dedicar a sua energia criativa àquilo que a move desde sempre, colocando a alma no acto de pintar, com liberdade, profundidade e verdade.
A obra de Ana Mafalda afirma-se como um território de expressão íntima e sensorial, onde a arte surge não como reflexo de crença, mas como necessidade vital — um espaço de permanência, resistência e paixão.
Ana Mafalda - Coleção completa

Luz ao fundo do túnel
A presente seleção de obras assinala o momento mais decisivo na trajetória de Ana Mafalda. Representa o encerramento de um ciclo que se estendeu até 2025 — um período de profunda transição e superação — para dar lugar a uma nova era de foco absoluto e clareza criativa. A obra que finaliza este percurso não é apenas uma conclusão; é o manifesto de uma artista que recuperou a sua plenitude, projetando agora a sua carreira com uma nova determinação e solidez profissional.
Nesta transição, testemunhamos uma metamorfose visual onde Ana Mafalda "muda a forma, mas mantém a alma". Estas criações apontam para um abstracionismo geométrico fluido, onde círculos concêntricos e feixes luminosos simbolizam a clareza da artista. A "Luz ao fundo do túnel" é a representação visual da passagem de uma fase de introspeção para uma fase de expansão e afirmação, onde cada pincelada reflete o rigor e a maturidade de quem se dedica inteiramente à excelência do seu ofício.
Com o ciclo de 2025 encerrado, a artista afirma-se agora com uma energia renovada, elevando a sua assinatura a um novo patamar de reconhecimento. A sua identidade artística, une a profundidade da alma a uma visão de futuro audaz e consciente.
A alma permanece intacta, mas o olhar está agora focado na conquista e na projeção total da sua arte.

Elisa
A coleção Elisa, 2024, revela um território mais íntimo e contemplativo, onde o corpo e a paisagem dialogam como extensões do mesmo sentir. Há vulnerabilidade e recolhimento, mas também abertura — um movimento entre interior e exterior, entre silêncio e expansão.
Em pintura a óleo, a matéria alterna entre densidade e leveza. O corpo surge curvado, quase em proteção, enquanto a natureza se estende em campos abertos e luminosos, criando um contraste entre fragilidade humana e continuidade da vida. A cor assume um papel sensorial, conduzindo o olhar e o estado emocional de quem observa.
São peças únicas, assinadas, que convidam à pausa e à escuta. Uma coleção que fala de sensibilidade, pertença e memória — para quem encontra na arte um lugar de abrigo, mas também de horizonte.

Virgem
A coleção Virgem, 2023, aborda o corpo feminino como origem — matéria primeira, instinto e território sensível. Não há figura idealizada nem narrativa explícita; há presença, vulnerabilidade e força em estado bruto, onde o corpo se dissolve e reaparece através da matéria pictórica.
Em pintura a óleo, a forma constrói-se num equilíbrio entre revelação e ocultação. A cor surge como pulsação emocional, criando superfícies vivas, quase orgânicas. São peças únicas, assinadas, criadas para quem reconhece a beleza da origem e a potência do feminino sem filtros nem artifícios.

Liberdade
A coleção Liberdade, 2022, nasce da observação do cavalo como símbolo absoluto de força interior e autonomia. Não é o animal em movimento que interessa, mas o instante de presença — o olhar, a tensão contida, a dignidade silenciosa de quem existe por si, sem submissão.
Em pintura a óleo, a matéria constrói-se em camadas densas e expressivas, onde a cor e a textura revelam carácter, energia e identidade. O fundo escuro amplia a presença do corpo, isolando-o do ruído e reforçando a sensação de liberdade como estado interior, não como fuga.
São peças únicas, assinadas, criadas para quem reconhece a liberdade como força calma, consciente e indomável. Obras que ocupam o espaço com intensidade e permanecem pela verdade que transmitem.

Angel
A Pureza do Olhar como Espelho da Alma - 2021
Na coleção "Angel", a artista Ana Mafalda regressa à exploração profunda do retrato, focando-se na representação da inocência e na força silenciosa do olhar. Através de uma técnica de pintura a óleo rica em texturas e camadas, cada tela desta série procura capturar não apenas uma fisionomia, mas uma essência espiritual que transcende o tempo e o espaço.
A coleção destaca-se por elementos fundamentais que definem a sua identidade artística:
O Olhar Hipnótico:O foco central da coleção reside nos olhos — janelas de um azul cristalino que contrastam com a envolvência quente do rosto. Esta escolha cromática não é apenas estética, mas uma ferramenta emocional que estabelece uma ligação imediata e íntima com o espectador.
Textura e Matéria:Fiel à sua linguagem visual, Ana Mafalda utiliza a densidade do óleo para conferir volume aos cabelos e profundidade à pele. As pinceladas visíveis e o uso de texturas tácteis transformam o retrato numa peça vibrante, onde a luz parece emanar de dentro da própria tela.
Simbolismo da Inocência:O título "Angel" reflete a procura pela pureza. A composição, que equilibra a serenidade da expressão com a energia das cores de fundo, evoca um estado de proteção e paz, posicionando estas obras como peças de grande impacto contemplativo.
As obras representam o que há de mais pessoal e técnico no portefólio de Ana Mafalda. São peças ideais para colecionadores que valorizam a arte figurativa contemporânea com uma carga emocional elevada. Devido à sua natureza única e ao detalhe minucioso da execução, estas telas funcionam como pontos focais em qualquer projeto de curadoria privada ou profissional.

Bailarina
A coleção Bailarina, 2021, investiga o corpo como gesto e silêncio. Aqui, a dança não é espetáculo, é estado interior. O movimento surge contido, quase suspenso, revelando equilíbrio, vulnerabilidade e força numa mesma respiração.
Em pintura a óleo, a matéria constrói-se em camadas densas, onde a cor envolve a forma e o fundo dialoga com o corpo. As flores não decoram: acolhem, contrastam, amplificam a presença. São peças únicas, assinadas, criadas para quem reconhece beleza na contenção e na poesia do movimento que permanece mesmo quando tudo parece parar.



Swing & Essence
Na coleção "Swing & Essence", de 2021, a artista Ana Mafalda explora a interseção entre a alta performance desportiva e a serenidade da paisagem. Através de uma técnica de óleo sobre tela onde a espátula dita o ritmo da composição, as obras transcendem a mera figuração para capturar a energia cinética e a concentração absoluta que o golfe exige.
Esta série define-se por três pilares artísticos e comerciais:
Dinamismo Texturado:Ao contrário da estática do retrato tradicional, estas obras utilizam pinceladas fragmentadas e sobreposições de tinta para simular o movimento do swing e a vibração da natureza envolvente. A técnica confere uma tridimensionalidade que faz com que a figura pareça emergir do campo.
Foco e Expressão:Nas peças de plano mais próximo, a artista foca-se na psicologia do atleta. O olhar concentrado e a postura firme são trabalhados com uma paleta que equilibra tons naturais do green com contrastes vibrantes de vestuário, humanizando o desporto e elevando-o à categoria de arte contemplativa.
Harmonia com a Natureza:A coleção reflete o equilíbrio perfeito entre o corpo humano e o espaço aberto. As figuras fundem-se com cenários de luz e cor, onde o céu e a relva deixam de ser fundo para se tornarem parte integrante do movimento do jogador.
Esta Coleção é uma proposta distinta para o mercado de luxo e colecionadores que possuem uma ligação estreita com o mundo do golfe. São peças que aliam o prestígio do desporto à sofisticação da arte contemporânea, ideais para decorar espaços exclusivos, clubhouses ou escritórios onde se pretende transmitir valores de precisão, foco e elegância.

Consciência
A coleção Consciência, de 2021, explora o rosto humano como território interior. Não são retratos, mas estados — momentos de lucidez, confronto interno e presença absoluta, onde o olhar assume o papel principal e a identidade se revela sem filtros.
Em pintura a óleo, as obras constroem-se em camadas emocionais, com pinceladas expressivas e matéria visível que traduz pensamento, memória e silêncio. São peças únicas, assinadas, criadas para quem procura arte que não descreve, mas revela — e que permanece pelo que desperta em quem observa.

Génese
Na coleção Génese, de 2016, a artista afasta-se da figuração definida para explorar a origem do movimento e a energia das cores. Através de uma técnica de espátula vigorosa, as obras tornam-se campos de força onde a pintura a óleo ganha uma tridimensionalidade quase escultórica, convidando o observador a mergulhar num turbilhão de texturas e contrastes.
Esta série afirma-se através de uma linguagem visual única:
O Movimento em Espiral: As composições centram-se em dinâmicas circulares que sugerem o nascimento de galáxias ou a força dos elementos naturais. É uma exploração sobre a energia que não se apaga, mas que se transforma constantemente em cima da tela.
Cromatismo Vibrante: O uso audaz de tons quentes — laranjas, vermelhos e amarelos — em confronto com azuis e brancos profundos, cria um diálogo de luz e sombra que define a profundidade da obra. A cor não é apenas aplicada; é moldada para criar relevo e vida.
Abstração Emocional: Nesta coleção, o foco é a sensação. Cada peça é um convite à interpretação livre, onde a matéria visível traduz estados de espírito e a intensidade do gesto artístico da pintora.
As obras da coleção Génese são peças de afirmação, ideais para espaços que requerem uma presença artística vibrante e sofisticada. Por serem peças de abstração expressiva, oferecem uma versatilidade decorativa e curatorial elevada, atraindo colecionadores que valorizam a técnica da espátula e a força da arte contemporânea portuguesa. São investimentos em peças únicas que capturam a essência da criação.

As 4 Estações
Nesta coleção, de 2015, Ana Mafalda explora a ciclicidade da natureza e a mutação das emoções através da passagem das estações. Afastando-se da figura humana central para focar na atmosfera e na luz, a artista utiliza a técnica do óleo para conferir uma textura quase tátil às variações climáticas e geográficas.
A coleção é um exercício de dualidade cromática e térmica:
O Inverno e a Serenidade: Representado por paisagens montanhosas e florestas gélidas, onde o uso da espátula e do branco imposto sobre tons frios cria uma sensação de silêncio e introspeção. A textura ríspida dos troncos nus contrasta com a suavidade do lago estático, convidando à contemplação do vazio.
O Verão e a Exuberância: Em oposição, a artista transporta-nos para cenários tropicais onde o sol se torna o protagonista absoluto. O contraste entre o azul profundo do oceano e os tons quentes do poente reflete uma energia vibrante e expansiva. Aqui, as palmeiras moldam a composição, simbolizando a resistência e a vitalidade sob a luz intensa.
As obras da Coleção 4 Estações foram concebidas para serem peças de destaque em espaços que procuram um equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo. Disponíveis como unidades individuais ou como conjunto temático, estas telas oferecem ao colecionador a oportunidade de levar para o seu ambiente a permanência de um momento efêmero da natureza.
"Pintar as estações não é apenas reproduzir a paisagem, é capturar o peso do ar e a temperatura da alma em cada época do ano." — Ana Mafalda

Equilíbrio dinâmico
A coleção Equilíbrio Dinâmico, 2014, nasce da premissa de que a beleza reside na organização da energia bruta. Inspirada no conceito de "Arte no Caos", esta série de Ana Mafalda explora o momento exato em que a matéria indisciplinada e a cor vibrante colidem para dar lugar a formas carregadas de simbolismo e força.
Nesta coleção, o caos não é uma ausência de ordem, mas a matéria-prima da criação:
O Ímpeto e a Forma: Na obra do cavalo em movimento, a "arte no caos" manifesta-se através de pinceladas frenéticas e texturas densas que, embora pareçam caóticas isoladamente, convergem para representar a liberdade e o poder indomável da natureza.
Vórtices de Cor: As composições em espiral funcionam como metáforas visuais para a génese do pensamento. São representações da energia centrípeta onde a mistura "caótica" de pigmentos é guiada pela espátula até encontrar um centro de equilíbrio e luz.
Textura como Narrativa: A técnica de impasto e a sobreposição de camadas de óleo reforçam o caráter tátil da coleção, permitindo que o observador sinta a vibração do gesto artístico que organiza o caos sobre a tela.
Esta coleção apela a colecionadores que apreciam a força do expressionismo abstrato e figurativo. São peças de grande impacto visual, ideais para ambientes que necessitam de uma peça central que transmita energia, resiliência e a capacidade humana de encontrar harmonia em tempos de complexidade. Adquirir uma obra desta série é possuir um fragmento do processo de transformação da "arte no caos" em pura expressão estética.

Arte no Caos
A coleção Arte no Caos criada em 2013, nasce da observação crua das touradas e da relação intensa entre homem e cavalo. Aqui, o caos não é desordem — é linguagem. É no confronto, na tensão e no risco que estas obras encontram sentido, transformando a arena num espaço simbólico onde coragem, técnica e instinto coexistem.
Em pintura a óleo, cada obra fixa instantes decisivos através de pinceladas densas e expressivas, onde a cor carrega tensão e profundidade emocional.
Peças únicas, assinadas, com forte presença física, criadas para colecionadores que valorizam autenticidade, carácter e arte que permanece para além do primeiro olhar.

Património e refúgio - A estética do campo
Nesta coleção primordial exclusiva da Galeria Ana Mafalda, somos convidados a uma jornada sensorial pelas paisagens que definem a nossa identidade e o nosso desejo de quietude. As obras aqui reunidas não são apenas janelas para o mundo rural; são ativos culturais que aliam a mestria técnica à preservação de uma memória coletiva.
A artista utiliza uma paleta rica e texturas que conferem tridimensionalidade às fachadas de pedra e aos caminhos de terra batida. Desde a luz dourada que banha a casa senhorial até ao azul profundo que emoldura o casario nas colinas, cada tela é um estudo sobre a harmonia entre o homem e a natureza. A presença da arquitetura tradicional — com os seus telhados de barro e paredes caiadas — reforça o conceito de "lar" como um porto seguro e eterno.
Mais do que uma experiência estética, esta coleção foi selecionada pelo seu elevado potencial de valorização e versatilidade comercial. São peças que conferem prestígio e uma atmosfera de sofisticação acolhedora a qualquer ambiente, seja ele uma residência privada de luxo ou um espaço empresarial que procure transmitir solidez e tradição. Adquirir uma obra desta série é investir num património visual que atravessa gerações, mantendo a sua relevância e impacto emocional.

